Renata Duarte

Música, História, Sociologia, Semiótica e Design...

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HEAVY METAL

 

O heavy metal é um gênero musical que nasceu com base no hard rock inglês, a partir do qual surgiram todos os outros sub-gêneros (thrash metal, black metal etc.). O metal se caracteriza pela predominância sonora de guitarras amplificadas, por vezes sob o efeito de pedais de distorção, com ritmos marcantes, uso de amplificação, e solos longos e virtuosos de bateria, baixo e, principalmente, de guitarra.

O Hard Rock  e o Heavy metal são como irmãos. O Metal se caracteriza pela predominância sonora de guitarras amplificadas, por vezes sob o efeito de pedais de distorção, com ritmos rápidos, amplificados. Outras características marcantes do metal são a velocidade, distorção e peso do som, que também é marcado por virtuosos solos de bateria, baixo e, principalmente, guitarra.

Sonoramente o heavy metal se caracteriza por riffs e solos de guitarra complexos, além de refrões bastante marcantes. As músicas se alternam entre levadas rápidas e cadenciadas, com andamentos na forma de palhetadas "cavalgadas", corridas, e power chords. Um elemento que deixa claro o heavy metal como evolução do rock and roll é a predominância de escalas pentatônicas, imortalizada por bandas como Black Sabbath, Judas Priest, Metallica e as bandas da New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM) principalmente o Iron Maiden. O heavy metal se diferencia de outros gêneros onde se utilizam largamente guitarras distorcidas, porque a guitarra carrega grande importância na melodia da música, enquanto que em outros gêneros (como punk rock) a guitarra é um instrumento que apenas acompanha a melodia e serve para dar textura a música.

As características do heavy metal surgiram ainda nos anos 60:  Quando The Who e The Kinks criaram as primeiras canções a utilizarem Power Chord  e  The Beatles tocaram  as músicas como "Revolution" e "Helter Skelter" , estes foram uma forte influência para o Heavy Metal.  Jimi Hendrix e Cream  também popularizaram a distorção pesada .

        O heavy metal teve o auge de sua popularidade no fim dos anos 70 início dos anos 80, durante, os quais, muitos dos vários subgêneros atuais primeiro surgiram. Embora não seja tão bem-sucedido comercialmente como era então, ainda tem uma grande popularidade pelo mundo todo.  Pode-se dizer que o heavy metal, como um levante da contracultura, que em resposta à sociedade conservadora, utilizava um visual alternativo (cabelos longos, roupa rasgada, etc.). Suas origens residem nas bandas de rock que entre 1964 e 1970 pegaram diversos estilos musicais, principalmente o blues, misturaram com o rock tradicional, e criaram um híbrido com som pesado, veloz e virtuoso, centrado na guitarra.

Nas letras do heavy metal usam-se temas como protestos contra elementos repressores da sociedade, protesto contra religiões opressoras, os medos e o lado obscuro do ser humano, musicalização de contos, poemas, a história de civilizações, momentos ou heróis da humanidade, trabalhos conceituais, humor, fuga da realidade e psicodélica, referências mitológicas. Encontram-se ainda letras sobre o louvor ao próprio heavy metal e ao rock, como forma de transmissão da paixão e da fidelidade ao estilo.

O termo heavy metal, "metal pesado" em inglês, foi utilizado pela primeira vez na canção Born to Be Wild, do Steppenwolf (da trilha sonora do filme Easy Rider), e foi consolidada nos Estados Unidos em 1969 quando serviu de hino aos Hell's Angels.

Hoje em dia é um estilo musical complexo, difícil de ser definido, pois pode ser subdividido em diversos subgêneros distintos, bastante diferentes uns dos outros, tanto lírica quanto musicalmente, tendo como característica comum a todos unicamente o "peso" das músicas. O heavy metal surgiu, assim como o movimento hippie, como um levante da contracultura, que, em resposta à sociedade que julgavam conservadora, utilizava um visual alternativo (cabelos longos, roupa rasgada) como forma de protesto.

 

O primeiro álbum do Black Sabbath, homônimo, de 1970, é considerado por muitos o primeiro álbum de heavy metal da história. As bandas de heavy metal, e também as bandas de heavy rock e hard rock dos anos 70, têm todas elas um pouco do metal clássico e um pouco do que viria formar o heavy metal tradicional. O heavy metal tradicional alcançou o grande público nos anos 80, com a popularidade de bandas do movimento conhecido como "New Wave Of British Heavy Metal". Entre elas Iron Maiden e Judas Priest.

 

É difícil categorizar o “Heavy- metal” como uma tribo, já que a maioria dos integrantes dessa “tribo” não se assumem como parte integrante. É uma contradição, mas pelo menos até os 21 anos (em média), os jovens não gostam de pertencer a nada, e ele justamente estão neste grupo, por serem excluídos, revoltados e irem contra certos caminhos, referencias e costumes mais comuns na nossa sociedade.

O Heavy Metal, tem integrantes de todas as idades. Aqueles de fases (modismos) e aqueles que vão até o fim(por que realmente curtem o som) . De “8 a 80”, o heavy metal abrange uma faixa etária incrível, na qual, todos tem uma história e uma experiência fantástica para contar.

É bom enfatizar que o Heavy metal, sofreu “mudanças” ao decorrer dos anos e que não é mais o mesmo literalmente. Na década de 70, 80 as bandas eram mais agressivas, demoníacas, e gostavam de passar uma outra postura   e atualmente bandas como dream theater e angra continuam o heavy metal, porém com alterações melódicas e técnicas. Alguns fãs do heavy metal mais antigo os consideram inclusive como um falso metal, porém a essência é a mesma : Riffs de guitarras pesados, solos rápidos, bateria marcantes, etc... mas sem letras místicas e demoníacas e sem muita agressividade no comportamento e no modo de se vestir.

 

 

 

 

 

Bandas Principais de Heavy Metal :

 

1-  MotorHead

2-  AC/DC

3-  Iron Maiden

4-  ManOwar

5-  Accept

6-  WASP

7-  Judas Priest

8-  DIO

9-  Ozzy Osbourne

10-Alice Cooper

11- Black Sabbath

12-Gamma Ray

13- Helloween

14- Mercyful Fate

15-Whitesnake

 

                                           Heavy metal e suas influências no comportamento e na moda______________________________________

 

O Heavy metal como um movimento musical, fez muito mais do que isso, provocando nas pessoas uma busca pela subjetividade muito grande.

Além dos fãs ouvirem os sons dos seus ídolos, eles gostam de imitar seu modo de vestir e seu modo de se comportar. Cabelos compridos, sempre de preto, às vezes usando tatoos, ou piercings, cintos com tachas, quando vemos um bando de  “metaleiros” juntos sabemos muito bem identificar, ainda mais quando há um evento de heavy metal por perto, parece mais um uniforme aonde todos procuram se unificar através da sua roupa, dos seus acessórios, blusas de bandas, maquiagem exagerada, tachas nos cintos, braceletes de metal, e coisas do gênero.

 

Existe uma identidade única que permeia o grupo e é exatamente por isso que podemos chama-los de tribo, por mais que não gostem de ser estereotipados (ninguém gosta), sem querer, apenas pela percepção ótica somos intuídos a coloca-los no mesmo balaio...

 

O Heavy-metal começa então a invadir outros meios além do musical, e então percebe-se os feixes de inteligibilidade com a moda, com o comportamento, com a cultura ,e por que não dizer com a semiótica , já que se vestir é um jogo de comunicação : A linguagem  não verbal, que sempre quer nos dizer sempre alguma coisa, nos passando uma mensagem fascinante, ou melhor dizendo várias mensagens, que dependem da nossa interpretação e recepção.

 

 

Sobre tribos :

 

O primeiro a cunhar a expressão "tribo urbana" foi o sociólogo francês Michel Maffesoli, que começou usá-la nos seus artigos a partir de 1985.

As tribos urbanas(ou metropolitanas) são constituídas de micro- grupos que tem como objetivo-mor estabelecer "redes de amizades“. Essas agregações apresentam uma conformidade de pensamentos, hábitos e maneiras de se vestir. A problemática da contemporaneidade, a qual, Zingmund Bauman (Sociológo polonês)  chama de “modernidade Líquida”, é um ambiente propício para estas “tribos”  se desenvolverem.

De acordo com o autor existem dois grupos de pessoas, as que incorporam esses grupos e se identificam fortemente com uma espécie de “Família” , seguindo suas referências, comportamento e costumes. E as que preferem se isolar, entendendo-se por abastados, aqueles que adotam uma visão distanciada do mundo, voltada apenas para o consumo fútil, o autor atesta  que estes também se aglutinam entre si, mas o tipo de relação estabelecida não os caracteriza como uma comunidade. A Modernidade Líquida é caracterizada pela contradição pura e completa.

 

 

 “ Liquido –moderna”  é uma sociedade em que as condições sob as quais agem seus membros mudam num tempo mais curto do que aquele necessário  para a consolidação, em hábitos e rotinas, de forma de agir. A liquidez da vida e a da sociedade se alimentam mutuamente. “ (BAUMAN)

 

Segundo Minayo et al (1999, p.18), “o grupo é o lugar privilegiado de construção de identidade para o jovem”. É através da busca dos iguais ou até mesmo os semelhantes que eles relacionam-se ampliando o elo de amizade, de afeto, de compreensão, e até mesmo de mau gosto. Montam-se assim as estruturas socioculturais. Nesse convívio com o grupo os jovens aprendem a compreender e analisar os direitos construindo a sua própria identidade. Dessa união, por convivências, forma-se o que Maffesoli (2000) chama de “tribos” nas quais as semelhanças de idéias e gostos são compartilhadas e ligações afetuais são estabelecidas.

 

 

REPORTAGENS E ANEXOS SOBRE O TEMA

 

Herchcovitch se inspira no heavy metal para criar coleção

Lívia Souza

Marcelo Pereira/Terra

O estilista Alexandre Herchcovitch propõe para o verão peças que representam o visual dos homens das cavernas, mas que foram atualizadas com uma influência do heavy metal e do punk.

Os modelos cruzaram a passarela com os rostos pintados de vermelho ou preto. Os colares com penas apareceram em diversas composições. As mesmas plumas também estão presentes em coletes feitos com correntes.

Os moletons continuam na nova linha de Herchcovitch, porém a alfaiataria também marca presença. Os blazers são usados com bermudas. Já as camisas, são confeccionadas em tecidos transparentes.

As calças são justas ao corpo. Algumas peças possuem argolas e um fio que liga uma perna na outra.

O tênis de cano alto em verniz é a aposta do estilista. Outra opção de calçado são as botas em couro, que surgem com fendas - o que deixa a peça semelhante a uma sandália.

O preto é a cor predominante na coleção, entretanto o vermelho surge em algumas criações. Há ainda poucos looks completamente brancos

 

Herchcovitch resgata violência da moda com homens metaleiros e fashion

CAROLINA VASONE

 

Foi quase como tomar um tapa na cara, ou levar um chacoalhão de sopetão. E assim que o desfile terminou, muitos fashionistas devem ter sentido o efeito do poder das imagens criadas por Alexandre Herchcovitch, quando levantaram e perceberam as pernas bambas.

 

Assim como no desfile feminino, Herchcovitch também foi contra a onda atual da moda masculina, que vem apostando na alegre e um pouco ingênua mistura de estampas multicoloridas com combinação de bermuda streetwear e paletó. Radicalizou e resgatou violência da moda, no literal e melhor dos sentidos.

 

A inspiração vem do black e death metal, vertentes mais radicais do heavy metal, e que cultuam temas como morte, sofrimento, tortura. Ao som pesado do gênero musical, entrou então o primeiro modelo do Verão 2008 de Herchcovitch, raivoso, pisando firme com sua versão recortada e vazada de coturno. O rosto pintado inteiro de branco ou vermelho ganhava maquiagem borrada de preto nos olhos, no meio da cara, na boca (na maquiagem, atenção, a alusão é ao "black" não "death" metal, antes que os fervorosos seguidores do movimento armem revolta). Dava medo. Mas o medo vinha acompanhado de um magnetismo que instigava o olhar para os acessórios ora agressivos, ora agressivos e fetichistas (styling, novamente, de Maurício Ianês), os colares de penas pretas e longas, as correntes pelo corpo. E as roupas.

 

Nas roupas, a violência aparece, mas diluída, usável (não, ninguém vai comprar um look Herchcovitch e sair por aí fantasiado de metaleiro radical, assustando as senhorinhas dos Jardins). Se na coleção feminina o estilista brincou com o smoking masculino, na masculina ele empresta elementos fetichistas típicos femininos, como a amarração de corselete e a transparência do tule com poás (bolinhas), e os utiliza nas leggings justíssimas com ilhoses subindo nas coxas, nas camisas transparentes longas e largas, usadas com regata branca por baixo e, especialmente, no último look, inteiro em branco, com camiseta de manga rasgada, inteira em paetês, acompanhada de legging branca com amarração de corselet subindo pela perna.

 

A alfaiataria, assim como no feminino, também aparece no masculino, em paletós, e construída com materiais como o moletom e o tafetá amassado preto, que além da calça e do paletó, também é usado num shorts larguinho.

 

Nos pés, destaque para os coturnos pretos com recortes vazados, deixando a pele à mostra, e as versões de sapato pesado, também recortado, com franjinhas de mocassim. Os allstars assinados por Herchcovitch também apareceram, em versões de vinil.

 

 

 

 

Eu gosto é de Roque

 

Por Carlos Augusto Gomes,



Atualmente, as paradas estão dominadas por artistas como Britney Spears e Avril Lavigne. No entanto, isso não significa que não existam pessoas interessadas em outro tipo de som. Hard rock e heavy metal, por exemplo. Apesar desses dois estilos não serem mais presença constante nas rádios e na MTV, espantosamente continuam atraindo o interesse da uma parcela considerável do público no Brasil.

É só lembrar do último Rock in Rio, que aconteceu em 2001. Duas das principais atrações foram Guns'n'Roses e Iron Maiden, representantes de um rock mais pesado. Quem pensa que seus fãs são apenas pessoas mais velhas, saudosas da música dos anos 80, está enganado. Thiê Ramos, vocalista e guitarrista da banda carioca poser-glam-hardrock Lionheart, diz que há muito interesse dos jovens pelo seu som, um hard rock inspirado em bandas como Poison e Skid Row (vixe, alguém aí se lembra do Skid Row???).

"Na semana passado nos apresentamos num colégio aqui no Rio de Janeiro e a reação do público foi ótima", contou Thiê todo satisfeito. Esse interesse, segundo ele, também existe nos Estados Unidos e Europa. "Nos EUA, várias bandas antigas estão voltando, como Poison, Motley Crue e Cinderella. Já na Europa existem mais bandas novas, que atualizam o hard rock, como o Backyard Babes", diz. E no Brasil? "Ainda não há muito espaço, mas estamos batalhando". O incrível é que, além do som, ainda existe uma "atitude" hard rock que inclui indumentárias e cabeleiras consideradas bregas e ultrapassadas por muita gente (ufa!).

Cláudia Andrade, de 28 anos, não concorda que o estilo já era. Ela foi uma fã ardorosa de Guns'n'Roses na época áurea da banda, no final dos anos 80. Ela gosta do grupo até hoje. "Podem dizer que está fora de moda, mas eu continuo curtindo. Assisti às apresentações deles no Rock in Rio de 1991 e 2001. Foram os melhores shows da minha vida", diz.

Quando sai com os amigos, Cláudia só vai a lugares que toquem esse tipo de som, como o Manifesto e o Café Aurora, em São Paulo. E as bandas mais recentes? "Não gosto de nenhuma", diz, categórica. Não seria muito radicalismo de sua parte? "Há muitos jovens que pensam como eu e só escutam coisas mais antigas. A música de hoje anda muito sem graça", acredita. Será mesmo?

Num passeio pela Galeria do Rock, no centro de São Paulo, é fácil encontrar garotas à procura de álbuns de heavy metal e hard rock. As amigas Maíra e Mayra, de 15 anos, não querem saber de pop. "Eu gosto de metal e ela de hardcore", diz Maíra, que usa uma camiseta do Led Zeppelin.

"Gosto de rock desde os oito anos de idade", afirma Mayra. Ela não se importa se esse tipo de som não é o mais popular de todos. "Se todo mundo gostasse, então eu não gostaria", diz. Maíra completa seu raciocínio: "curtir rock tem a ver com ser você mesmo e não seguir a opinião das outras pessoas".

E rock não é som de menino? "Hoje em dia não. Talvez nos shows ainda existam mais homens que mulheres, mas isso está mudando", diz Mayra. Cláudia concorda. "No meu tempo, era raro ver meninas num show de heavy metal. Ainda bem que isso está mudando. Agora tem muito mais mulher roqueira".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artigo retirado da Internet

Janus Mazursky

Bacharel em Ciências Sociais pela Fundação Santo André

 

Num de meus artigos anteriores, eu falava sobre o “Mundo Governado pela MTV”. Minha intenção era determinar o quanto o imaginário criado pela indústria cultural tomou conta do debate ideológico contemporâneo. No final do texto, havia uma indicação de que a indústria criou uma armadilha para si mesma. Meu objetivo era discutir essa armadilha e os limites da indústria no texto seguinte.
Mas a realidade acabou sendo mais rápida que a teoria. Os acontecimentos atropelaram meus planos. Um atentado hollywoodiano provocou uma reação não menos hollywoodiana do Império. O circo global da mídia e a produção industrializada dos consensos entraram em cena com uma virulência avassaladora. Toda reflexão sobre os mecanismos e o poder da indústria cultural-midiática fica obscurecida pelos efeitos devastadores do atentado e pelas exigências da guerra ao terror. Ainda que esse mesmo atentado e essa mesma guerra sejam movidos exatamente pela lógica do espetáculo.
Mas isso tudo agora é inevitavelmente secundário. Meu texto sobre a indústria cultural, de certo modo premonitório, se tornou uma pálida especulação diante da insanidade que a realidade engendrou. Mesmo assim é preciso concluir o raciocínio para sinalizar de que modo o apogeu da indústria cultural pode representar o seu esgotamento. Num texto seguinte, discutirei de que modo o procedimento político no curso da guerra está determinado por essa lógica do espetáculo.

A indústria cultural, principalmente o cinema, desenvolveu-se como instrumento para reprodução ideológica do sistema. Por trás do simples e inocente entretenimento está a difusão dos mitos e pressupostos ideológicos do funcionamento do capitalismo. O individualismo, a auto-ajuda, a competição, a superação, a ostentação, a ilusão, a promessa do sucesso, o final feliz, são os lubrificantes do capitalismo, e são ao mesmo tempo os temas básicos do cinema americano. Até aí, nada de novo.
Essa estrutura clássica subjaz ainda hoje nos diversos níveis da indústria e nas diversas mídias. Mas o modo como as narrativas mediatizam a reprodução ideológica se sofisticou graças à necessidade inerente a qualquer indústria de acompanhar a demanda de seu público. O cinema americano não poderia viver o mito do final feliz à la Frank Capra para sempre. Mesmo o público mais alienado era capaz de perceber que o mundo não era tão colorido como os musicais da Metro. Na década de 1960, com o assassinato de Kennedy, a Guerra do Vietnã, o movimento dos direitos civis, o feminismo, o movimento hippie, o público despertou.
Não através do cinema, mas principalmente da música, a necessidade de mudanças foi tematizada culturalmente. Surgiu o slogan “sexo, drogas e rock’n roll”. Woodstock e a contracultura. O sonho de paz e amor. Mas isso era já industrialização e manipulação, paradoxalmente. A indústria percebeu que os jovens gostavam da rebeldia. Logo, ela passou a oferecer rebeldia. Músicos rebeldes se transformaram nos principais produtos da indústria.
Assim, do pop dos anos sessenta, passou-se para o heavy metal dos anos setenta, e daí para o punk e outros gêneros mais violentos do rock. Por mais rebeldes que eles pudessem parecer, por mais chocante que fosse o seu visual, por mais grotesca que fosse sua música, tudo era tolerável em nome do lucro. Tudo com o pretexto de oferecer aos jovens artistas autênticos e inimigos do sistema. Música, moda, comportamento jovem, essa foi a grande descoberta da indústria nos anos sessenta e a origem da armadilha. Rock, surf, skate, videogames, rap, tudo que cheirasse a rebeldia e contestação era logo transformado em produto.
Naturalmente
, essa instrumentalização não se dava de maneira linear, mas através de pequenas revoluções, que escondiam em si o embate da concorrência entre os ramos e empresas dessas indústrias. Cada nova moda que surgia aparecia como ameaça, derrubando os padrões e os gostos estabelecidos e contagiando os jovens como uma febre. Quanto mais autênticos fossem os novos astros na sua rejeição ao padrão musical-estético-comportamental vigente, maior a adesão do público à nova moda por eles lançada. Para os guardiões da moral e dos bons costumes, modas como o punk e o heavy metal satanista eram a ameaça suprema. Para os executivos de gravadoras, apenas mais uma oportunidade de negócios como outra qualquer.
Assim, a nova revolução logo se estabelecia e se transformava em moda. O público jovem se transformou na vanguarda do gosto popular. O cinema também se rendeu. Numa geração de rebeldes como Coppola, Scorcese, De Palma, surgiram cineastas especializados em cativar o imaginário dos jovens, como Spielberg e George Lucas. Essa geração representou também uma revolução para Hollywood, tal como aquela que acontecia na música. Por força da sua competência em lidar com esse público, os rebeldes tomaram o poder.
A indústria se rendeu à necessidade de apresentar artistas autênticos e originais. A indústria se tornou escrava de seu público. Para estar na frente, fazer sucesso, é preciso apresentar sempre novidades agressivas. Esse é o mecanismo da armadilha. Ele pode mergulhar a indústria num poço sem fundo, como no caso do rap. Uma música autêntica que surgiu como forma de expressão da população marginalizada se transformou numa expressão de pura violência e agressividade. Rappers inteligentes foram substituídos por gangstas. A indústria precisa ir sempre mais adiante na radicalização da rebeldia, mas isso significa dar voz a elementos puramente destrutivos e alheios ao modo de vida da população servida por ela. Jovens moradores dos subúrbios americanos consomem a música dos rappers da periferia.
Mas não demora muito até que se perceba que os pretensos rebeldes de outrora são agora, depois de pasteurizados para consumo de massa, bonecos da indústria. Os músicos do Metallica, de antigos ídolos dos jovens, se transformam em vanguarda do atraso, ao lutar contra a possibilidade da aquisição de música grátis via internet. A contradição entre aparência e conteúdo da rebeldia se torna flagrante. Os jovens querem as músicas do Metallica, mesmo que hoje detestem os elementos da banda por lutar contra a quebra dos direitos autorais. Os roqueiros são vistos como “vendidos”, pessoas que se renderam ao sistema. A sua música, porém, pertence a uma época de autenticidade, portanto tem que ser ouvida.
A inovação dessa vez foi mais rápida que a indústria e ameaça passar por cima dela. O Napster e os programas de troca de música gratuita, apesar de todos os eufemismos com que são tratados, representam uma forma descarada de pirataria, de roubo. Do ponto de vista do capitalismo, toda produção humana é mercadoria, seja composta de objetos materiais ou de música. Se é mercadoria, ela tem que ser adquirida no mercado, com dinheiro, para que se realize o ciclo do capital, que é o pretexto para a produção. Não importa que os produtos contenham valores de uso concretos, importe que realizem o valor de troca neles contido.
Mas a música para jovens é uma mercadoria que insiste em querer realizar o seu valor de uso. A música insiste em querer ser rebelde de verdade, não apenas na aparência. Para ser rebelde de verdade, a música tem que contrariar o próprio sistema que a produz como mercadoria. Assim, ela tem que se tornar livre, gratuita. A contradição entre valor de uso e valor de troca é a armadilha contida na industrialização da cultura. A cultura é vida, é humanidade palpitante, ativa e criativa. A vida se recusa a ser tratada como objeto e transborda para além dos esquemas de reprodução industrial.
A contradição da industrialização da cultura é a contradição que impulsiona o capitalismo a produzir as ferramentas para a sua própria destruição e substituição por outro sistema. A capacidade técnica de reproduzir cultura industrialmente é apenas aparentemente uma aquisição manipulatória do capitalismo. Ela esconde em si a possibilidade da universalização da cultura. A difusão universal da razão. O sonho iluminista. O capitalismo se justifica historicamente por esse motivo, pela característica de desenvolver meios de produção capazes de criar a abundância. Tanto de mercadorias como de cultura. De mercadorias culturais.
A internet é o meio técnico que permite a radicalização da contradição entre valor de uso e valor de troca das mercadorias culturais. A internet, enquanto veículo comercial, é uma ferramenta do sistema, do comércio. Mas ela é vendida com a promessa de liberdade. E o diabo é que os consumidores da promessa insistem em querer realizar a liberdade de fato. E criam programas para troca gratuita de arquivos. Músicas, filmes, textos, são convertidos em arquivos digitais e trocados livremente por redes descentralizadas de internautas, impossíveis de serem localizadas, cercadas e alvejadas. Mais ou menos como os terroristas da Al Qaeda e as bactérias de Anthrax (que também são legítimos produtos americanos).
Chega a ser divertido observar a pateticidade das tergiversações contraditórias dos bonecos do jornalismo para jovens (ele próprio um subgênero da indústria). De um lado, precisam defender a promessa de liberdade contida na internet e nas novidades que ela trás (como o Napster), mas isso representa lutar contra o ganha-pão dos seus patrões, que é a venda de idéias. Idéias que não podem ser vendidas.
Mas idéias não foram feitas mesmo para serem vendidas. São valores de uso, criações úteis dos homens, feitas para serem apropriadas por outros homens, parte do patrimônio humano-genérico da espécie. Assim como as idéias contidas nesse texto, feitas para serem lançadas ao público livremente, para quem as quiser consumir.


 

Tribos : Tribos Jovens

Headbangers e o Heavy Metal

 

Headbangers são definidos como apreciadores do estilo musical Heavy Metal. O Heavy Metal (ou Metal) é um sub-gênero do rock. O Heavy Metal e o Hard Rock são como irmãos. O Metal se caracteriza pela predominância sonora de guitarras amplificadas, por vezes sob o efeito de pedais de distorção, com ritmos rápidos, amplificados. Outras características marcantes do metal são a velocidade, distorção e peso do som, que também é marcado por virtuosos solos de bateria, baixo e, principalmente, guitarra.

 

Há de se notar que a velocidade não é característica de todos os sub-gêneros do metal. Doom metal, por exemplo, é marcado pelo peso e lentidão.

 

Sonoramente o Heavy Metal se caracteriza por riffs de guitarra complexos, geralmente solos (longos ou curtos a maioria longo) e refrões bastante marcantes. As músicas se alternam entre levadas rápidas e cadenciadas, com andamentos na forma de palhetadas "cavalgadas", corridas, e Power chords. Um elemento que deixa claro o Heavy Metal como evolução do Rock and Roll é a predominância de escalas pentatônicas, imortalizada por bandas como Deep Purple, Iron Maiden, DC, Black Sabbath, Judas Priest e as bandas da New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM). O Heavy Metal se diferencia de outros gêneros onde se utilizam largamente guitarras distorcidas porque a guitarra carrega grande importância na melodia da musica, enquanto que em outros gêneros (como Punk Rock) a guitarra é um instrumento que apenas acompanha a melodia e serve para dar textura a musica.

 

O Heavy Metal também possui nas letras uma de suas maiores riquezas. Usam-se temas como protestos contra elementos repressores da sociedade, protesto contra religiões opressoras, os medos e o lado obscuro do ser-humano, musicalização de contos, poemas, a história de civilizações, momentos ou heróis da humanidade, trabalhos conceituais, humor, fuga da realidade e psicodelia, referências mitológicas,Ateísmo e Satanismo. Encontram-se ainda letras sobre o louvor ao próprio Heavy Metal e ao Rock, como forma de transmissão da paixão e da fidelidade ao estilo. Como por exemplo a musica "The Gods Made Heavy Metal" ( os deuses fizeram o heavy metal), da banda Manowar.

 

As características do heavy metal surgiram ainda nos anos 60:

 

* The Who e The Kinks quando criaram as primeiras canções a utilizarem Power Chord * The Beatles músicas como "Revolution" e "Helter Skelter" foram uma forte influência para o Heavy Metal. * Jimi Hendrix e Cream popularizaram a distorção pesada * Blue Cheer, que além de também utilizarem a distorção pesada, promoviam um verdadeiro esporro sonoro, sendo um dos primeiros a tocar um blues-rock amplificado até o máximo e cheio de wah-wah's. * Led Zeppelin e Jeff Beck Band, por apresentarem os primeiros riffs acelerados * Deep Purple, também pelos riffs e pela inovação constante de cada álbum (apesar de ter muito de Hard Rock) * Keith Moon (baterista do The Who), por ser um dos primeiros a usar bombo duplo * Uriah Heep por serem um dos primeiros a fazerem um som com bastante peso (incluindo linhas de teclados), utilizarem distorção e wah wah, abordagem de fantasia e misticismo * Ian Gillan (Deep Purple), Robert Plant (Led Zeppelin), David Byron (Uriah Heep) e Rod Stewart, alguns dos primeiros vocalistas a apresentarem a densidade vocal característica do estilo

 

O Black Sabbath é considerada a primeira banda de heavy metal da história, por unir todos os elementos citados acima (power chords, distorção, riffs acelerados, intensidade vocal, letras obscuras, com exceção do bumbo duplo), e criarem uma imagem transgressora, muitas vezes ligada ao misticismo, satanismo, apologia ao uso de drogas e também abordagem político-social. História do heavy metal

 

O heavy metal teve o auge de sua popularidade nos anos 80, durante o qual muitos dos vários subgêneros atuais primeiro surgiram. Embora não seja tão bem-sucedido comercialmente como era então, ainda tem uma grande popularidade pelo mundo todo.

 

A primeira vez que o termo Heavy Metal foi utilizado, foi na descrição do estilo tocado pela banda Steppenwolf, à qual tem um verso na música "Born To Be Wild" que acabou batizando um estilo de música seria extremamente polêmico e muito difundido em todo o mundo.

 

Hoje em dia é um estilo musical complexo, difícil de se definir, pois pode ser subdividido em diversos subgêneros distintos, bastante diferentes uns dos outros, tanto lírica quanto musicalmente, tendo como característica comum o peso das músicas.

 

O heavy metal surgiu, assim como o movimento hippie, como um levante da contracultura, que em resposta à sociedade conservadora, utilizava um visual alternativo (cabelos longos, roupa rasgada, etc.). Suas origens residem nas bandas de rock que entre 1964 e 1970 pegaram diversos estilos musicais, principalmente o blues, misturaram com o rock tradicional, e criaram um híbrido com som pesado, veloz e virtuoso, centrado na guitarra.

 

Alguns grandes nomes dos anos 70, do heavy metal, do heavy rock e do hard rock em geral, foram: Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple, entre outros. O primeiro álbum do Black Sabbath, homônimo, de 1970, é considerado por muitos o primeiro álbum de heavy metal da história, mas sempre existiu muita polêmica sobre tal assunto.

 

As bandas de heavy metal, e também as bandas de heavy rock e hard rock dos anos 70, têm todas elas um pouco do metal clássico e um pouco do que viria formar o heavy metal tradicional de bandas como Iron Maiden, Saxon, Accept, Manowar, Judas Priest, Motörhead etc.

 

O heavy metal tradicional alcançou o grande público nos anos 80, com a popularidade de bandas do movimento conhecido como "New Wave Of British Heavy Metal". Entre elas está a famosa banda Iron Maiden; também podemos citar as bandas Metallica, Saxon, Def Leppard,Angel Witch, Samson, Tygers Of Pan Tang, Witchfinder General, Raven, Judas Priest entre outras. Principais bandas de heavy metal

 

as bandas abaixo listadas são consideradas bandas de heavy metal tradicional. Além disso, estão abaixo outras bandas de outras vertentes do heavy metal (Ex.: power metal, trash metal, death metal, black metal, doom metal, gothic metal, além das fusões entre os próprios sub-gêneros, como ocorre com o Doom Metal etc.)

 

 

 


Bandas de Heavy Metal internacionais:

 

* Accept

* Black Sabbath

* Blind Guardian

* Dio

* Dream Theater

* Edguy

* Gamma Ray

* Girlschool

* Grave Digger

* Helloween

* Iron Maiden

* Judas Priest

* Manowar

* Metallica

* Nevermore

* Ozzy Osbourne

* Savatage

* Saxon

* Slayer

* Stratovarius

 

Bandas de Heavy Metal brasileiras:

 

* Angra

* Dorsal Atlântica

* Dr. Sin

* Sepultura

* Shaaman

* Viper