Renata Duarte

Música, História, Sociologia, Semiótica e Design...

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Espaço Fotografia


 

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                    Fotógrafo:Edward Steichen  

                             modelo :Mary Heberden 

                                 data:1935


 

 

Remake :

 

Fotógrafa e produtora :Renata Duarte
modelo: Anne Veloso
   



Sou Designer de Moda com interesses acadêmicos em História, semiótica, psicologia e sociologia. Atualmente estou cursando a universidade psicologia.

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A Mulher e seus corpos na Idade contemporânea


Arquiteta-se uma cosmovisão a partir do próprio umbigo, o corpo e as práticas que visam reconhecê-lo se transformam em panacéia para todos os males, novo elixir capaz de inventar a felicidade. Paralelamente, com a necessária reintegração do corpo, com a urgente revalorização do prazer se estrutura um verdadeiro culto ao corpo, em tudo análogo a qualquer religião, dogmática e idólatra como soem ser as religiões em uma palavra, assistimos hoje ao surgimento de um novo universo mágico: A corpolatria.


A corpolatria não é meramente um culto, nas próprias palavras do autor , ele enfatiza :que é um verdadeiro culto, pois ultrapassa os limites de apenas ser uma veneração.O autor faz uma analogia entre corpolatria e uma verdadeira religião, que precisa ter: dogmas,milagres, penitências, templos e adeptos para existir de fato.

E a estes milagres da cirurgia plástica, do botox, de redutores de apetite; a estas penitências: dor, sacrifício e danos; aos milhares de templos: academias, clínicas e finalmente aos dogmas de amar a si mesmo sob todas as coisas, de ninguém ir ao homem senão pelo seu corpo, dentre outros (Codo; Senne. 1985; p.13), Vários se tornam adeptos, principalmente as mulheres que pretendem alcançar a juventude eterna e todas as outras características do padrão vigente através da corpolatria.

Ao encontrar encalço para estes processos, as mulheres que se utilizam destes meios para cultuar o corpo, se tornam viciadas ou se tratando dessa chamada religião, fanáticas por suas aparências similares às mulheres magras, secas e saradas, dentro do padrão de beleza. De acordo com as pesquisas da psicóloga Rachel Moreno em seu livro Beleza Impossível (2008 p. 49) este arquétipo de beleza é um padrão fora do comum para mulheres brasileiras que costumam ser morenas e ter quadris largos, ou seja, é um padrão absolutamente europeu, além de ser magra e alta a mulher tem que ter cabelos lisos e claros, traços finos, pele clara e ser jovem.


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